Chachapoyas Diário de Viagem Peru

Guia do Nativo #11 – Gocta

Podcast

Introdução

Gocta é terceira catarata mais alta do Peru e está localizada no departamento de Amazonas.

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Essa catarata passou a ser conhecida a partir de 2006 quando exploradores alemães liderados pelo arqueólogo Stefan Ziemendorff decidiram medi-la e descobriram que tinha 771m de altura divididos em duas quedas, a primeira com 231 metros e a segunda com 540.

Desse momento em diante o turismo passou a ser mais explorado nesta região e trilhas foram se criando de pouco a pouco, a região é exuberante pela sua fauna e flora mantida pelas autoridades governamentais que reconhecem a sua importância.

O caminho de Cocachimba a Gocta é de 5 km de subidas e descidas, o que o torna um pouco difícil e um pouco perigoso em alguns momentos, embora não seja uma caminhada fatal, dependendo onde se pisa, você pode se machucar e por isso os locais oferecem cavalos e burros para o caminho (não recomendo por conta de exploração animal que existe e é notável pela condição dos animais que foram vistos no dia que visitei).

Durante a caminhada se encontra diversos pássaros, uma vegetação colorida, borboletas de diversas cores e pontos de descanso, por todo o caminho existem placas indicando em qual ponto da caminhada você está e é uma trilha clara, o que dificulta a chance de se perder.

A região possui diversas cataratas, porém esta é a que possui mais acesso, existe o acesso pelo povoado de San Pablo (que leva para um mirante superior) e um outro acesso pelo povoado de Cocachimba, que é o mais conhecido e por onde fomos.

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O povoado de Cocachimba se desenvolveu por conta dessa rota turística, pois existe toda uma estrutura com restaurantes, hotéis e outros serviços que auxiliam a visita dessas trilhas.

É um povoado feito basicamente para suprir as necessidades dos turistas dessa rota, o que me faz sentir um pouco de tristeza em recordar que estamos meio a uma pandemia e que provavelmente não há demanda para eles.

Vivência

Do centro de Chachapoyas contratamos uma agencia de turismo que nos levava direto para Cocachimba e de lá íamos fazer a caminhada com o guia até Gocta. O tour nos custou 45 soles para cada.

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Tivemos um transtorno com essa agência de turismo que se chama Eagle Tour, que nos deixou esperando por 1 hora dentro de uma van na ida e 2h30 na volta, o guia nos abandonou no caminho de volta de Gocta à Cocachimba e por isso não recomendamos que usem os seus serviços.

Na verdade é muito possível ir sem guia e/ou ir com outras agências localizadas na praça de armas de Chachapoyas. Todas pelo mesmo preço e talvez melhor atenção.

Recomendo que comprem algo no mercado ainda em Chachapoyas, eles têm um mercado a alguns metros da praça de armas com frutas, queijos e outras coisas que podem levar. O caminho de Chachapoyas até Cocachimba levou por volta de 1h30. Levamos algumas limas (fruta da região) e água.

Chegando em Cocachimba, fizemos uma parada em um restaurante, porque o tour tinha almoço incluso e tínhamos que escolher o que íamos comer na volta, depois fomos ao guichê de entrada onde era necessário se registrar e pagar a entrada da trilha (10 soles). Ali mesmo era possível alugar um bastão de caminhada (5 soles) que muitos diziam que era necessário, mas acabamos não alugamos e não nos arrependemos e também é possível alugar um cavalo/burro para te levar até 2/3 da caminhada (40 soles).

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Caminhamos durante 1h30 – 2h, o caminho é lindo como citado acima e encontramos pessoas de diversas idades e pesos, o que nos levou a crer que é bem acessível se você não tiver pressa, como um rapaz que encontramos no caminho que embora tivesse sobrepeso, estava super rápido, acabou caindo em uma das ladeiras escorregadias e perdeu o fôlego, nos pediu ajuda e oferecemos água, logo chegou um casal de espanhóis que o socorreu e continuamos a nossa trilha.

A chegada à catarata foi incrível, pois não se imagina que desde a sua base ela é tão alta e esplêndida, estávamos em um dia quente onde o sol batia direto contra a água formando um pequeno arco-iris e a visão desde cima até a base era maravilhosa, porque as pessoas eram minúsculas em comparação à queda d’água.

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Tiramos algumas fotos de casal e sozinhos, contemplamos um pouco e logo fomos, decidimos não descer até a base para não nos molhar muito e creio que foi uma boa ideia.

A volta como de costume parece mais rápida, aproveitamos para parar em uma casa que parecia abandonada, mas que tinha uma mesa do lado de fora, uma bandeira do peru pendida e um cachorrinho preto super simpático. Lá, compramos uma garrafa de água e os milhos mágicos que dão energia que comprei em Kuélap (Maiz duros).

Chegamos em Cocachimba sem o nosso guia, que pensávamos que estava tentando adiantar as pessoas que estavam para trás, fomos direto para o restaurante, porque sentíamos muita fome e comemos muito bem. O guia chegou, mas sem as pessoas que deveriam voltar conosco para Chachapoyas e falou que teríamos esperá-los.

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Saímos do restaurante e nos sentamos na grama de um campo de futebol onde jogavam crianças, já era tarde, o sol se punha e aproveitamos para tirar algumas fotos da grama, dos cachorros e das crianças jogando futebol, quando chegou um casal perto, ele era loiro com um cavanhaque e ela também loira, com um óculos redondo. Comecei a puxar assunto com eles e descobrimos que eram franceses, eram irmãos e que também regressariam no mesmo carro que nós.

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Para fazer o tempo passar mais rápido decidimos (eu e a francesa) jogar futebol com os meninos da região e quando voltei para me sentar na grama com a minha namorada, tiramos uma foto e marcamos de nos reunir em Chachapoyas.

Depois de nos estressarmos por conta do descaso da agência que não apressou os atrasados chegamos em Chachapoyas depois de 1h30 e fomos direto a um café muito charmoso na Praça de Armas, onde eu pedi uma massa a parisiense e a minha namorada um sanduíche de frango, comemos e conversamos por volta de 2 horas sobre política e cultura popular e nos despedimos.

O restaurante é tão gostoso que no outro dia visitamos novamente para encontrar uma amiga que foi chefe da minha namorada, onde na ocasião eu tomei o café e um brownie.

Preços

  • Tour de Chachapoyas à Cocachimba com 1 refeição: 45 soles;
  • Entrada para trilha: 10 soles;
  • Total: 55 soles para cada

Referências

https://es.wikipedia.org/wiki/Catarata_Gocta <Acesso em 24/05/2020 às 18:22>

<Acesso em 24/05/2020 às 20:12>
<Acesso em 24/05/2020 às 21:18>

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