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Guia do Nativo #05 – Monumento às Bandeiras

Nesta publicação vou falar sobre a história, dar dicar e mostrar como chegar no Monumento às Bandeiras, que foi uma das construções da época para celebrar os 400 anos de São Paulo.

Já reparou naquela escultura em frente ao Parque Ibirapuera, com pessoas puxando uma canoa? O post de hoje é sobre este monumento. Abaixo você verá vários tópicos, mas se não tiver tempo de ler e quer ouvir ou se prefere ver vídeo, deixei os primeiros tópicos para isso.

PODCAST

Vídeo no Youtube

História

Em 1920, Monteiro Lobato liderava um comitê que ia escolher uma obra para celebrar o centenário da Independência do Brasil. O projeto de Brecheret foi o vencedor, porém por ele ser estrangeiro, foi recusado por um dos membros do comitê, então este projeto foi congelado, sendo retomado próximo às comemorações do 4º centenário paulistano.

O conhecido Monumento às Bandeiras foi executado pelo escultor Victor Brecheret, inaugurado um pouco antes do Parque Ibirapuera, em 1953.

Esta obra inovou e chamou muita atenção dos modernistas e dos paulistanos, porque na época o tema de reviver heróis paulistanos estava em alta.

Características

Na representação temos 30 pessoas, dentre eles portugueses com barbas, negros, mamelucos e índios com cruzes no pescoço, todos puxando uma canoa e olhando em direção ao Pico do Jaraguá, rumo ao interior do Estado, onde costumavam caçar índios e pedras preciosas.

A escultura é feita de 240 blocos de granito − com cerca de 50 toneladas cada − tem 12 metros de altura, 50 metros de extensão e 15 metros de largura.

Contextualização

A obra é uma representação das expedições também conhecidas como Bandeiras, feitas pelos Bandeirantes e financiadas pelo governo de Portugal, com o objetivo de expansão de território.

Estas expedições eram compostas por: 1 Capitão com o poder de vida ou morte de qualquer que o cercava, 12 homens brancos que normalmente eram paulistas, de 300 a 400 mamelucos filhos de mães indígenas e pais portugueses e as vezes até 2 mil índios escravos ou domesticados.

Eles normalmente saíam de São Paulo, porque era a capital geográfica, já que todas as trilhas indígenas (que inclusive temos uma curiosidade sobre isso) começavam ali.

Os bandeirantes aprenderam a se virar nas expedições por conta do conhecimento que obtiveram dos indígenas, técnicas tupis como: a fila indiana, que evitava a localização e quantificação das tropas, extração mel e palmito, caça, pesca e criação de abrigos de folhas.

Diferente do que vemos nos museus e obras, os “heróis” bandeirantes andavam de pés descalços, roupas quase esfarrapadas, normalmente falavam tupi e eram caçadores de índios, pois chegaram a escravizar cerca de 400 mil índios. Também conhecidos como piratas do Sertão, paulistas ou sertanistas.

Curiosidades

  1. Palavra Sertão: A palavra surgiu nos século 19, derivada de desertão.
  2. Dentre as 30 pessoas retratadas na obra, tem uma que está no final da fila e de fato empurrando a canoa, e esta foi responsável pelo apelido de “empurra-empurra”.
  3. Por caminharem tanto pelas trilhas indígenas, quando estas foram transformadas em rodovias, os seus nomes as batizaram, como por exemplo o de Raposo Tavares, que era um bandeirante por excelência (e isso não é um elogio). Seu pai chegou no Brasil fugido, por roubar dinheiro da coroa e ainda assim ele conseguiu se tornar um dos capitães mores de São Vicente. Fez uma jornada a pé e com canoas indígenas de São Paulo até a Bolívia, dos rios do Amazonas até Belém do Pará e de lá, voltou a São Paulo.
  4. O artista não pode deixar de aproveitar a oportunidade e se auto-retratar em um dos personagens da obra, para localizar, basta buscar a inscrição “auto-retrato do escultor Victor Brecheret 02-10-1937”.
  5. A obra foi entregue em 25 de janeiro de 1953. Na época, Brecheret, doente, temia sua morte, que chegou em 1955.

Dica do Nativo

Já que você está passando por ali, aproveite para dar uma passada no Parque Ibirapuera, clica aí no post para escutar o nosso podcast ou ver o vídeo no youtube com dicas deste lugar incrível.

Assista a playlist de vídeos que preparei clicando aqui, os vídeos também podem ser encontrados nas Referências deste post;

Horário de Funcionamento

Por ser um monumento, está exposto e disponível 24 horas e sob a guarda da Guarda Civil Metropolitana.

Como chegar

O que eu recomendo é ir de ônibus porque existem vários pontos por perto, o principal é um na Av. Brigadeiro Luiz Antonio que faz a conexão com o centro de SP e a Av. Paulista, dá uma olhada no tópico Localização, porque eu deixei um mapa para facilitar.

Segundo recomentado é bicicletas ou patinetes da Yellow/Grin, porque é área de atuação da empresa e perto tem também algumas estações das bicicletas do Itaú. Recomendo principalmente se você estiver vindo da Av. paulista, mas cuidado com a descida da Av. Brigadeiro Luiz Antonio, seja prudente!

A estação de metrô Servidor AACD é a mais perto, mas mesmo assim é um pouco distante, sendo não recomendável.

A ida de carro pessoal não é recomendado, porque você vai ter que buscar lugar para estacionar, o que não será uma missão fácil. Porém recomendo de aplicativos como Uber, 99 e outros.

Localização

Referências

Acessado em 17/06/2019 às 11:53
Acessado em 17/06/2019 às 09:43

Acessado em 17/06/

Esperamos que aproveite ainda mais a sua visita e se tiver algum comentário, manda uma mensagem para nós no InstagramFacebookTwitterou pelo e-mail guiadonativo@gmail.com.

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